• Felipe Thomes Rodrigues

Os princípios de liderança que levaram Tony Dungy a ser campeão como técnico na NFL



“A vida não é sobre futebol americano. Tudo é pela jornada e as vidas que podemos impactar, o legado que podemos deixar e o mundo que podemos mudar para melhor. Você deve continuar a se preparar para o trabalho de sua vida.”


Pode parecer estranho ouvir essa fala de um ex-profissional da NFL, mas foi um dos grandes ensinamentos que pude ver no livro Quiet Strength (Força Silenciosa em tradução livre), de Tony Dungy, um técnico campeão da NFL pelo time do Indianapolis Colts em 2007. Ele baseou sua filosofia de liderança em lições aprendidas com sua família, seus mentores e nas adversidades que ele teve que superar em sua jornada.


Família

Seus pais eram professores e focaram em exercitar o pensamento crítico de seus filhos para criar conhecimento e caráter. Não davam o passo a passo de nada. Os encorajaram a sonhar (o que é um tanto difícil de ver, embora considero o ideal) e disseram que eles poderiam fazer tudo o que sonhassem. Eles também passaram sua visão de professores, de que era mais satisfatório para eles fazer com que os estudantes de piores notas melhorassem seu desempenho. Esse era o desafio.


Além da fé que a família Dungy tinha, algumas regras ajudaram a moldar o caráter de Tony, como cumprir as promessas e ser regrado com o tempo.


Um dos pontos que seu pai sempre frisava era de não deixar fatos externos influenciarem nas suas decisões. Você pode não controlar as circunstâncias, mas sempre pode controlar sua atitude, jeito de agir e resposta. Suas opções são: reclamar ou olhar a frente e pensar num modo de fazer a situação melhorar. Com isso se ressalta a importância de manter a calma e comunicar de forma efetiva.


Mentores

“Se você deseja ganhar, faça as tarefas ordinárias melhor do que todos, dia após dia. Nós não vamos enganar as pessoas. Nós só vamos jogar melhor. Porque nós vamos saber o que nós vamos estar fazendo. Quando atingirmos uma situação crítica, nós não vamos ter que pensar. Vamos fazer rápido e com sincronia”. Essa frase forte veio de uma pessoa muito especial na vida de Tony, o seu técnico Chuck Noll, quando começou a orientar a defesa do Steelers ainda nos seus 25 anos.


Noll ainda pregava que trabalhar por muitas horas não quer dizer que você chegará ao sucesso. Deixar de dedicar tempo à família por conta de futebol não era o que ele seguia, pois para ele o futebol era apenas uma fase, um preparo para o trabalho de sua vida.


Um outro mentor de Tony era Denny Green, outro ex-técnico. Green o envolveu no processo decisório do time mesmo que ele não poderia contribuir com nada, apenas para ter contato para caso se tornasse técnico principal, e pedia opiniões, para que, além de tudo, Tony construísse o seu próprio modelo de tomada de decisão.


Adaptação

Todos esses ensinamentos com relação a família e mentores não foram listados a toa. Tony se baseou e foi também influenciado por eles para moldar o seu estilo de liderança.


Ele tinha seu estilo quieto e não mudava seu tom de voz. Quando chegou no Indianapolis Colts, ele frisou isso, e disse mais, que se o jogador esperasse que ele gritasse para corrigir ou motivar, era melhor que eles procurassem um outro time que pudessem dar o seu melhor.


Além disso, ele sempre se deparava com situações em que os seus princípios o ajudavam a tomar decisões, por exemplo o de fazer as coisas ordinárias melhor do que todos e seguir o que ele acreditava, mesmo que as falas externas tentassem mudar. Ele também desafiava o processo mudando as programações repentinamente para simular o que poderia acontecer durante a temporada com os jogadores. Era tudo baseado no “faça o que fazemos”, “sem desculpas, sem explicações” e “seja lá o que for necessário”, sem fugir dos princípios vivenciados.


Ele queria uma organização e um time que enfatizassem caráter, valores e família, e queria também estender isso de alguma forma para a comunidade. Isso influenciava desde a seleção de jogadores até o jeito de agir com eles. Sempre pregando sua fé, celebrando após as vitórias, reservando tempo para a família, pois afinal, só estavam se preparando para o trabalho de suas vidas.


Uma lição principal que ele deixa é que: sua vida, seu trabalho, sua carreira, quem mais ocupa esse espaço além de você? Ninguém. Todo dia você tem uma escolha. Você vai só reagir ou contribuir? Quem você deseja ser?


Nós todos somos modelo para alguém nesse mundo e todos podemos ter um impacto bom!

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